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sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

HONRA AO DR. NUNO AUGUSTO AIRES!

Há precisamente um ano a doença parou-lhe o coração. Meu querido amigo e colega do liceu de Bragança, Nuno Augusto Aires, para além de prestigiado magistrado do Ministério Público, como que seguindo os passos do nosso ilustre conterrâneo Trindade Coelho, dedicou-se também à causa regionalista, tendo cumprido três mandatos, como presidente da direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Acompanhei-o nos dois últimos mandatos, e recordo agora, num vídeo inédito que então recolhi, o discurso exemplar que proferiu, a 14 de Fevereiro 2014, na tomada de posse para o último mandato (2014.02.14 a 2017.03.22). Recorde o acto eleitoral de 2014 em http://nunoaires-a-presidentedactmad.blogspot.com/ , em que concorreram 2 listas. Veja quem constava em cada uma delas e quem, mais tarde, se demitiu em http://nunoaires-a-presidentedactmad.blogspot.com/p/sobreviventes.html.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

HOJE, O NUNO NÃO VAI LIGAR

A partir desta quadra natalícia não vamos ouvir mais a voz do Nuno Aires a desejar-nos boas festas. A doença não o deixou chegar ao Natal. Deixou-nos no passado dia 16 de Dezembro. 

Meu querido amigo e colega do liceu de Bragança, Nuno Augusto Aires, para além de prestigiado magistrado do Ministério Público, como que seguindo os passos do nosso ilustre conterrâneo Trindade Coelho, dedicou-se também à causa regionalista, tendo cumprido três mandatos, como presidente da direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro. Acompanhei-o nos dois últimos mandatos, recordando agora o artigo que, a propósito da sua acção e dedicação, subscrevi em 26 de Janeiro 2008. 

Foi com o Presidente Nuno Aires e o seu dinamismo que a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro e as suas actividades tiveram uma divulgação sem precedentes nos media, da qual recordamos esta entrevista à RTP, no princípio de 2008.

sábado, 1 de agosto de 2009

Lembram-se ? Vai fazer 4 anos no próximo dia 24 de Setembro 2009...

Vai fazer precisamente quatro anos, no próximo dia 24 de Setembro de 2009. Os Presidentes da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Lisboa e o Presidente da Direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD), em cerimónia pública lançavam em Belém a primeira pedra da Nova Sede da CTMAD. No dia 26 de Setembro de 2005, o sítio da Câmara Municipal de Lisboa na internet publicava a notícia, com fotografias:

Lançamento da primeira pedra da nova sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro


A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro vai ter uma nova sede. No dia 24 de Setembro, o presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues, lançou a primeira pedra da nova sede da Casa de Trás-os-Montes.

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro vai ter uma nova sede. No dia 24 de Setembro, o presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues, lançou a primeira pedra da nova sede da Casa de Trás-os-Montes. Presentes na cerimónia estiveram, também, o presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, António Modesto Navarro, o presidente da direcção da Casa Trás-os-Montes e Alto Douro, Nuno Augusto Aires, e o vereador Fontão de Carvalho, bem como outros representantes da Casa Trás-os-Montes.
  

A nova sede vai ser construída num terreno cedido pela autarquia, com uma área de cerca de quatro mil metros quadrados, situado na Avenida da Índia, em Belém. O projecto desenhado por um arquitecto transmontano, pretende reproduzir, no interior, as características da arquitectura daquela região do país, com a utilização de xisto e granito.
  
  
Na cerimónia, Nuno Aires, agradeceu publicamente ao presidente da autarquia e a todos os arquitectos da Câmara Municipal de Lisboa que tornaram possível a concretização deste projecto esperado e desejado há muito pela Casa de Trás-os-Montes. Nuno Aires fez um desafio a Carmona Rodrigues “que no seu futuro mandato que tenho como certo, a gente faça a inauguração desta Casa juntos”.

Carmona Rodrigues na ocasião, salientou o enorme simbolismo que é aquele local junto à Torre de Belém “donde partiram muitos antepassados, muitos portugueses e muitos transmontanos que levaram mais alto o bom nome do nosso país, da nossa cultura, da nossa lusofonia por todo o mundo pelas boas razões. Os transmontanos estão em todo o lado e aqui é a capital da lusofonia, é a capital de Portugal, é aqui que Trás-os-Montes fica muito bem representado”.

Recorde-se que Carmona Rodrigues, no dia 14 de Janeiro deste ano, durante a cerimónia que deu oficialmente início às comemorações do centenário da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, no Palácio das Galveias, reafirmou a sua intenção em tentar cumprir o desafio lançado pelo presidente da Casa de Trás-os-Montes, Nuno Aires, de lançar a primeira pedra da nova sede no dia 24 de Setembro. O que prometeu naquele dia é agora cumprido.

O pedido à Câmara de um terreno para a nova sede deve-se ao facto de as actuais instalações da Casa, no 3º andar de um prédio no Campo Pequeno, serem demasiado pequenas para poder desenvolver as suas actividades. O projecto, orçado em 2,5 milhões de euros, contempla a construção de um auditório, um restaurante, uma sala polivalente, uma sala de música e de ginástica, sala de reuniões, biblioteca, parque de estacionamento, gabinetes de representação de empresários e cooperativas da região, entre outros equipamentos. O objectivo é dotar a nova sede de um espaço que constitua simultaneamente um equipamento social e um espaço de convívio, não só dos transmontanos, mas também de toda a população residente na zona envolvente.

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro foi fundada em Setembro de 1905 e é a mais antiga casa regional com sede em Lisboa. Na altura chamava-se Clube Transmontano, tendo a actual designação surgido apenas em 1940. Desde 1990 é reconhecida como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública.

[2005-09-26]

terça-feira, 4 de março de 2008

A EMOÇÃO E A RAZÃO

A nossa Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro atravessava um momento particularmente difícil. A demissão da maioria dos elementos directivos inviabilizava a actuação do órgão executivo por falta de quorum. Em carta, dirigida ao Presidente da Assembleia Geral, os sete demissionários acusavam o Presidente da Direcção - que também se viria a demitir na Assembleia Geral Extraordinária de 4 de Abril de 2001 - de actuar de forma autocrática e ignorar sistematicamente a opinião dos seus pares, dirigindo a instituição "como se fosse a sua casa,"(sic), conforme consta da respectiva acta.

Foi, porventura, no miradouro da "Fraga Encavalada" ou talvez ao subir a serra, com a emoção lá do alto, da vista do Vale da Vilariça até aos confins, que num dos incontáveis regressos às origens desse ano, com as dificuldades da Casa a massacrarem-lhe a consciência, se decidiu.

"Dirijo-me a todos vós para lembrar a necessidade de maior participação na vida da nossa Casa cujos assuntos só a nós dizem respeito! Dirijo-me a todos vós para apresentar os candidatos aos órgãos sociais da nossa Casa!", escrevia no manifesto da sua candidatura a Presidente da Direcção.
E acrescentava: "Garanto-vos que, se formos eleitos, daremos à nossa Casa uma gestão transparente e honrada, à altura dos seus antepassados, para que ela se torne um espaço de vida com diálogo, de saudável convívio e tolerância, um centro cívico de defesa e afirmação da nossa cidadania transmontana e altoduriense."
E concluía: "Para isso temos um programa que queremos cumprir." (...) "Temos o sentido da Honra..."

No dia 18 de Junho de 2001, inicia-se um novo ciclo. Na sequência de acto eleitoral com elevada participação, Nuno Augusto Aires, - integrando uma equipa com figuras gradas e históricas da Casa - passa a ser o novo Presidente da Direcção.

"Com participação e sereno debate, seremos mais exigentes"... e "a divergência e a crítica, racionalmente feitas, não nos metem medo, pois, como é sabido, são fonte de conhecimento, alargam os nossos horizontes e empurram-nos para a criatividade", proclama no discurso da sua tomada de posse e assume: "devemos contrariar aqueles que, não aguentam o debate e a crítica, pois, em regra, são esses que acríticamente querem impor a tirania da sua incontrolada e, às vezes doentia vontade".

Nuno Augusto Aires, trasmontano dos quatro costados e magistrado de profissão, é assim mesmo: o coração fora do peito, só de falar da sua e nossa Terra Trasmontano-altoduriense, e a austera intransigência do cumprimento do dever e da Justiça.

Quase sete anos à frente da Direcção da nossa Casa são testemunho disso. A sã convivência, a cortesia, a verdade, a ética, a honestidade e a honra são valores que irradiam para os Corpos Sociais e para a generalidade dos associados da nossa Casa.

E o bom senso e a estabilidade também!
A Direcção tem submetido aos sócios, com a regularidade estatutária, o Relatório de Actividade e Contas anual e o Plano de Actividades e Orçamento para o ano seguinte, que têm sido aprovados pela quase unanimidade dos presentes nas Assembleias Gerais. Isso significa que há objectivos cumpridos, que há trabalho profícuo e realizações. E que o Presidente Nuno Augusto Aires tem estado em todas elas.

A organização - a par das excursões e das já tradicionais festas - de inúmeros eventos culturais, como o lançamento de livros, palestras, conferências e homenagens a trasmontanos ilustres são uma demonstração inequívoca desse trabalho e dinamismo.

A co-organização e a participação ao mais alto nível no III Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Bragança, de 26 a 28 de Setembro de 2002, amplamente publicitada pela comunicação social, deu maior visibilidade e credibilidade à Casa.

"As habituais comemorações dos aniversários ( da Casa ), no ano 2005, subiram ao plano superior de Comemorações Centenárias. Começaram a 14 de Janeiro, com Sessão Solene na biblioteca do Palácio Galveias e terminaram nas Oficinas de S. José / Colégio Salesiano, com três dias de festa" lê-se no livro dos "100 anos da CTMAD" com que a bondade e a generosidade do Dr. Armando Jorge Silva nos privilegiou.

E acrescenta:
"Em 22 de Julho no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Pedro Santana Lopes, obedecendo a imperativos do executivo camarário, entregou à CTMAD a Medalha de Honra da Cidade e respectivo diploma pelos serviços de excepcional relevância prestados à cidade de Lisboa.
No dia 23 de Setembro de 2005, data do 100º aniversário, o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Dr. Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, em Sessão Solene, com o auditório do Colégio Salesiano repleto de associados, colocou no estandarte a medalha representativa da Ordem do Infante Dom Henrique com que o Presidente da República,(...) agraciou a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro pelos serviços relevantes prestados à Região e a Portugal.
"

A construção da Nova Sede - que é uma aspiração colectiva de sempre dos dirigentes e associados da nossa Casa - está mais perto. A boa nova veio, na última Assembleia Geral, pela boca da nossa associada e membro do Conselho Fiscal, Drª Ana Sara Brito, que veio dissipar dúvidas de dois ou três associados que têm obrigação de andar mais atentos e evitarem ser injustos e ingratos.

Com tantos feitos, por razões estatutárias, o Presidente Nuno Augusto Aires vai cessar as suas funções.

Como tesoureiro - e julgando interpretar o sentir unânime da Direcção a que tenho a honra de pertencer desde 18 de Junho de 2004 - , não podia deixar de escrever estas palavras e daqui, dizer bem alto, também como associado, fazendo-me eco da esmagadora maioria dos membros da nossa Casa: OBRIGADO NUNO AIRES !

Como velho amigo dos tempos do liceu, sei que, independentemente de integrares os Corpos Sociais, continuarás connosco e nunca serás um desertor das causas e dos princípios.
Seguindo o exemplo dos nossos antepassados, desde o Grémio Transmontano, não te pouparás a sacrifícios ou a esforços e nunca conseguirás abandonar-nos. Porque a nossa região está dentro de nós e a nossa Casa da diáspora consubstancia as nossas raízes.

Servi-la desinteressadamente é para ti - e para nós - uma honra e uma paixão.