Faz hoje precisamente 37 anos que a revolução dos cravos pôs fim ao Estado Novo. O poder sempre conviveu mal com os direitos fundamentais, nomeadamente com a liberdade de expressão. O regime antes de 25 de Abril não foi, a este respeito, um bom exemplo.
Hoje, recordo o caso de Aurora Rodrigues que conheci, há quase quatro décadas, na cantina da Faculdade de Direito de Lisboa e que, recentemente publicou o livro "Gente Comum - Uma História da PIDE" onde evoca as vicissitudes da sua detenção pela polícia política, que são uma demonstração de carácter, de força e de resistência.
A apresentação serôdia desta história de intervenção política é, talvez, o ousar vencer uma postura de intervenção política discreta e sincera, longe do protagonismo interesseiro de "revolucionarite" que se seguiu ao 25 de Abril.
Tentei fazer um espelho com pratas, mas não dava. Nunca me vi a um espelho lá dentro e sentia falta de me ver. Vi-me algumas vezes, mais tarde, em reflexo, num plástico transparente duma espécie de janela da porta divisória da cela, quando estava em contra-luz, diz Aurora, nesta espécie de autobiografia, que justifica quando escreve: Acho importante contar o que me aconteceu, porque existe a ideia de que só eram presos e torturados grandes políticos, esquecendo-se que também o eram pessoas comuns, que era aquilo que eu era, sempre fui e ainda sou. Às vezes, leio aqueles livros sobre grandes figuras míticas que foram torturadas e não falaram, mas a verdade é que não foram só eles. Muitas pessoas comuns que se opunham ao regime, por uma razão ou por outra, foram torturadas e conseguiram resistir e nisso não há nada de extraordinário. (...) O medo existe sempre e nisso não há nada de extraordinário.
(Re)vejam Aurora Rodrigues, actualmente com 59 anos. magistrada do Ministério Público em Évora.
Uma equipa de investigadores chefiada pelo luso-americano, Ronald DePinho, realizou com sucesso uma experiência de reversão do processo de envelhecimento de ratinhos de laboratório, geneticamente modificados.
Inicialmente, os animais tinham uma condição física correspondente a uma pessoa de 90 anos e posteriormente recuperaram capacidades cognitivas, fértilidade, olfacto, visão e vigor, revertendo-lhe a idade para os 40 anos.
A notícia deixou-me incrédulo e atordoado. O amigo Manuel João Aguiar Gouveia, engenheiro electrotécnico e civil, que exerceu funções na Divisão de Instalações Especiais da Direcção Regional de Edifícios de Lisboa da DGEMN, morreu na passada segunda-feira, em casa, vítima de morte súbita.
Lamento a morte do amigo e do funcionário público exemplar, que estava aposentado, desde Dezembro de 2005, da Polícia Judiciária, onde foi dirigente dos serviços de instalações e equipamentos.
O Gouveia estava sempre pronto a ajudar os amigos e não nos esquecemos, por exemplo, da sua colaboração amiga e desinteressada, ocorrida a quando da construção da pousada de juventude de Almada.
Dói perder amigos como ele.
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.
35 anos na Europa comunitária
-
Intervenção no Mosteiro dos Jerónimos, em 15 de junho de 2020, hoje
divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Pode ser vista *aqui*.
Dia da Mãe
-
Olá mãe! Há que tempos! Ainda te lembras de mim?
Creio que não conhecias essas flores, mas gostavas de umas parecidas, da
Páscoa.
Com o orvalho de lágr...
25 DE ABRIL: A CONQUISTA DA RTP
-
No 25 de Abril 1974, a EPAM ocupou os estúdios do Lumiar da RTP. Um ano
depois, houve eleições para a Assembleia Constituinte e o Capitão Teófilo
Bento co...
SUBA AS MONTANHAS E VOLTE A SORRIR
-
SUBA ÀS MONTANHAS E VOLTE A SORRIR"
SE[image: Pintura de gado bovino nos Cornos das Alturas do B]
SERRA DAS ALTURAS DO BARROSO em Bot...
NUNO AIRES: A PAIXÃO PELO NORDESTE
-
Nuno Augusto Aires recandidata-se a Presidente da Direcção da Casa de
Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, nas eleições para os corpos sociais,
que terão...
NUNO AIRES RECANDIDATA-SE A PRESIDENTE DA CTMAD
-
Nuno Augusto Aires, antigo aluno do Liceu de Bragança, candidata-se a
Presidente da Direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa (
CTMAD), nas ...
Aviso
-
A informação relativa à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa
passou a estar disponível em http://www.ctmad.pt/Outras Casas de
Trás-os-Montes e Alt...
A NOSSA CASA VAI FAZER 106 ANOS !
-
A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro faz, no próximo dia *23 de Setembro*,
a bonita idade de 106º anos! A comemoração realizár-se-a neste mesmo dia
(sex...
Os meninos ja têm 6 semanas
-
Eu e o Floribelo estamos muito felizes com os nossos meninos.
Eles são muito brincalhões. Vejam só este vídeo, quando eles tinham quatro
semanas.